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quinta-feira, 6 de outubro de 2011





Tabernáculo: o lugar da morada de Deus
Sukka, nós fortalecidos pelo Espírito Santo



As gerações da Igreja Batista do Jardim Laguna (IBJL), em Contagem, estão se mobilizando para a Festa dos Tabernáculos, uma das principais celebrações instituídas pelo próprio Deus numa ordenança dada a Moíses. O evento está programado para os próximos dias 24 a 30, na sede da IBJL. Este ano o tema será Israel, Luz Para As Nações. Um dia antes, 23 de outubro, celebraremos o Yom Kipur – Dia do Perdão, o Dia de Purificação. Neste dia, todos devem ir ao culto trajando uma peça de roupa branca.
Sobre Tabernáculos, o apóstolo Beto Malaquias lembra que ao desenvolvermos a visão de Jerusalém desatamos milagres. “ Essa visão traz uma unção de prosperidade e de alegria sobre as famílias”, disse. Ele acrescentou que a festa remete à proteção que Deus providencia quando passamos pelo deserto. “Enfim, é também uma forma de ensinar os filhos e as futuras gerações que o nosso Deus é fiel, não abandona seu povo ainda que este tenha se desviado. Deus é misericordioso com seu povo”, afirmou.


HISTÓRICO

A Festa dos Tabernáculos ou Festa da Colheita era originalmente uma festa agrícola , assim como a Páscoa e Pentecoste. Apesar disso Deus lhe atribui um significado histórico: a lembrança da peregrinação pelo deserto e o sustento pelo Senhor. A fragilidade das tendas que o povo construía era uma lembrança da fragilidade do povo quando peregrinava os 40 anos no deserto a caminho da Terra Prometida.
A palavra "tabernáculo" origina-se da palavra latina "tabernaculum" que significa "uma cabana, um abrigo temporário". No original hebraico, a palavra equivalente é sukka, cujo plural é sukkot. A Festa durava uma semana e durante este período habitavam em tendas construídas com ramos. É um tempo de regozijo e ação de graça. Posteriormente , na história judaica, a Páscoa, Pentecoste e a Festa dos Tabernáculos são chamadas no calendário judaico de Festas de Peregrinos, porque nestas três festas era exigido que todo homem judeu fizesse uma peregrinação até o Templo, em Jerusalém. Nestas ocasiões, o povo trazia os primeiros frutos da colheita da estação ao Templo, onde uma parte era apresentada como oferta a Deus e o restante usado pelas famílias dos sacerdotes. Somente após essa obrigação ser cumprida era permitido usar a colheita da estação como alimento.
A ordenança de Deus para que o povo habitasse em tendas traz conotações de caráter moral, social, histórico e espiritual. A Sukka é um símbolo de proteção divina. Em momentos de aflição pedimos ao Todo-Poderoso que nos "abrigue em sua tenda" ( Salmos 27.5 ).

A Sukka é um chamado contra a vaidade e um apelo à humildade. Mesmo o mais poderoso dos homens deve viver durante sete dias numa habitação primitiva e modesta, conscientizando-se da impermanência das posses materiais. Mais ainda, deve compartilhar essa moradia com todos os desprivilegiados a seu redor : "seus servos, o estrangeiro, o órfão e a viúva que estiverem dentro dos seus portões". ( Deuteronômio 16.14). Por ser pequena, sem compartimentos a sukka obriga seus moradores a se aproximarem, física e afetivamente, e talvez os inspire a se manterem mais unidos nos outros dias do ano.
De acordo com a Lei, a cobertura da sukka deve ser feita de tal forma que através dela se possam ver as estrelas. Resulta um teto pelo qual se infiltram a chuva e o vento, mas pelo qual também penetra a luz do sol. A sukka é o modelo de um verdadeiro lar: sem uma estrutura sofisticada, sem decoração luxuosa, mas cheia de calor, tradição e santidade. Um lar deve ter espiritualidade, deve ter uma vista para o céu.
A sukka é um abrigo temporário, improvisado, construído às pressas. E, no entanto, ela é um símbolo de permanência e continuidade. É tão frágil, tão precária , tão instável e, no entanto, sobreviveu a tantos impérios, tantas revoluções porque na verdade seu sustento é divino , é somente o Senhor quem nos pode sustentar !
(Araujo12 com www.abordo.com.br/hebraico)

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